Trabalhos 2025/26
Escola Básica Padre Donaciano Abreu Freire (Estarreja)
Escalão 1: jardins de infância e escolas de 1º ciclo
Processo de construção da Árvore de Natal:
Símbolos Tetra Pak e Compal:
Árvore de Natal no espaço escola:
Trabalho Final:
Memória descritiva:
Materiais: arame de galinheiros em forma hexagonal2 arcos de ginástica de tamanhos diferentes
1 arco feito em arame
fita cola amarela
cola UHU
embalagens Compal e Tetra Pak
embalagens amarelas de biscoitos de cartão reutilizadas
paus de espetada
fios de etiquetas de camisolas reutilizados
fitas de embrulhos
folhas de papel cavalinho
pigmentos naturais (açafrão, colorau e canela)
cola branca (para a liga dos pigmentos)
restos de folha dourada da gráfica de Estarreja
papel de embrulho da gráfica de Estarreja
bocados de redes de embalar batatas
A preparação desta atividade iniciou-se com uma conversa informal sobre o tratamento dos resíduos. Na sala de aula, relembrámos como preparar corretamente as embalagens Tetra Pak (esvaziar e achatar) para as colocar no ecoponto amarelo, porque é habitual a separação dos resíduos na sala. Falámos dos símbolos e da importância da criação das embalagens Tetra Pak na preservação da qualidade dos alimentos e dos recursos do planeta por longos períodos de tempo. A docente explicou que quando era criança, o leite vinha em garrafas de vidro, que tinham de ir para o frigorífico, mesmo antes de serem abertas e das centenas de anos que o vidro demora a decompor-se na natureza. Em termos da proteção da natureza e de economia de energia, o uso das embalagens Tetra Pak representou uma enorme vantagem face ao vidro e a outro tipo de embalagens.
Seguidamente, propôs-se a construção de uma “Árvore de Natal Amarela” com o reaproveitamento das embalagens da Compal e outros materiais de desperdícios e aproveitou-se para explorar o conceito de economia circular e a sua importância para a sustentabilidade do planeta. Projetou-se um vídeo com algumas árvores dos anos anteriores do concurso Desafio Natal Amarelo, para os alunos se inspirarem. Os alunos ficaram entusiasmados de imediato com o desafio. Houve um aluno que logo se preocupou em saber como é que iriam fazer a estrutura da árvore e como é que ela se iria segurar em pé. Pensaram primeiro que poderia ser uma estrutura suportada na própria parede. Mas alguém disse que ficava melhor se fosse uma árvore em forma de cone. Com um resto de rede de galinheiro juntamente com os arcos de ginástica de diferentes tamanhos, fizemos uma árvore em cone, que até se segurou muito bem.
No final de novembro começou-se a recolher as embalagens que os alunos com o apoio dos pais, a docente titular e a docente de apoio trouxeram já devidamente lavadas de casa. Falou-se dos enfeites que inicialmente seriam bolas, estrelas, sinos e outros. Mas como se pretendia criatividade e originalidade, e como os alunos tinham trazido embalagens grandes, demos especial destaque às lanternas, um objeto que lembra a Quadra Natalícia, aproveitando ao máximo as embalagens da Compal. Formaram-se grupos, uns no recorte das embalagens, outros nas pinturas, outros nas colagens e outros na montagem da árvore. Depois de se recortarem as lanternas, os alunos recortaram as bolas e as estrelas e os símbolos da Tetra Pak, com o que restou das lanternas. As janelas das lanternas, tiveram de ser cortadas com xis-ato, pela docente. As lanternas foram pintadas no interior pelos alunos com pigmento natural de açafrão para dar o tom amarelo e também os pauzinhos com colorau, para dar o tom mais escuro a contrastar com o interior. De salientar que as tintas com os pigmentos naturais foram feitas na sala de aula para os alunos experimentarem o cheiro, as texturas e as cores. Para o teto das lanternas recortou-se um bocado de cartão e pintou-se com pigmento de canela e colorau. Para as pegas das lanternas, recortaram-se as dobras das embalagens da Compal onde estavam os símbolos Tetra Pack. Os símbolos da Compal, colaram-se diretamente nas estrelas e nas bolas sobrepondo-os ao cartão amarelo das caixas de biscoitos.
Quando se começou a enfeitar a árvore e como os alunos não quiseram cobrir a estrutura com papel, a rede ficou à vista e depois de se colocarem as lanternas, as estrelas e as bolas, verificou-se que havia espaço a preencher, ou seja, a rede exigia mais preenchimento. Então uma aluna lembrou-se de criar uma estrela com dobragens de papel, usando a técnica do origami “Quantos queres?” Sobrepôs dois origamis e fez uma estrela. Em grupos, todos se entreajudaram, fizeram esse origami e pintaram também com pigmentos naturais, a sua estrela, criada pela colega. Para dar um pouco mais de brilho fizemos algumas flores, onde usámos o papel de embrulho, o papel dourado fornecido pelo colega da sala de autismo que o tinha pedido na gráfica e a rede amarela de embalar batatas que a docente tinha trazido. Deste modo a árvore ficou mais composta.
Faltava apenas a estrela do topo que foi também um elemento de destaque, no qual se enquadraram muito bem os símbolos Compal no centro da estrela e Tetra Pak, nas pontas que saem da estrela em forma de setas, aproveitando-se as próprias dobras das embalagens para recortar. (a estrela de topo é composta por uma estrela sobreposta a outra que se unem por um bocado de rolo de papel higiénico).
Nesta atividade conseguiu-se criar um ambiente de partilha de ideias, tomada de decisões e criação de soluções (desenvolvimento de competências de autonomia) pelos próprios alunos à medida que o projeto ia sendo desenvolvido. Foi interessante ver como alguns alunos que habitualmente não se evidenciam nas aulas de outras disciplinas, se foram envolvendo, tomando iniciativas e colaborando de forma empenhada. As assistentes operacionais também se dispuseram a ajudar e tiveram o máximo cuidado com a árvore quando foi deslocada de lugar.
O resultado final foi uma instalação leve, harmoniosa e atrativa. Uma árvore de natal sustentável que apela à utilização de materiais reutilizáveis dando-lhes uma vida nova onde a criatividade e imaginação foram desafiadas. Mas o mais relevante foi ver que os alunos gostaram do resultado do seu trabalho.
A árvore de natal ficou terminada no último dia de aulas antes das férias de Natal e foi colocada num local de passagem na escola, onde toda a comunidade escolar a pode apreciar.


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